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História Caminhada da Fraternidade

Há vinte e dois anos, a Caminhada escreve, através dos passos e da boa vontade de
milhares de pessoas, uma história sobre a fraternidade.
A Caminhada da Fraternidade nasceu no ano de 1995 como um dos gestos concretos
na Arquidiocese de Teresina da Campanha da Fraternidade da CNBB sobre os
excluídos, com o tema “A Fraternidade e os Excluídos” e como lema: “Eras tu,
Senhor?”.  O serviço no Lar da Fraternidade provocou a abertura de novos horizontes,
pois já não era mais possível combater a discriminação apenas entre quatro paredes. O
desafio exigia ousadia. Era preciso fazer com que a sociedade reconhecesse a imagem
de Cristo na face do excluído.
Concebida como uma ação em solidariedade às pessoas vítimas do vírus HIV e do
preconceito que passaram a ser acolhidas pelo Lar da Fraternidade, um espaço de
vivência que presta atendimento especializado a pessoas portadoras do vírus Hiv/Aids,
excluídas pela família ou reconhecidamente carentes, buscando colaborar com o
aumento da auto-estima e com a reabilitação social e familiar dos internos(as).
A Caminhada da Fraternidade nasceu para dizer não ao preconceito e durante muitos
anos reuniu milhares de pessoas nas principais ruas de Teresina em nome da
solidariedade aos irmãos vítimas da Aids. Porém, com o crescimento do momento
solidário, a Ação Social Arquidiocesana (ASA) fez com que a Caminhada da
Fraternidade abraçasse outras causas e outras pessoas também carentes da
solidariedade humana.
E a ASA acreditou na força da fé e aceitou o desafio de ousar ainda mais multiplicando
seus esforços de mobilização, através do engajamento de todos os seus programas,
projetos e serviços, nessa construção de uma Cultura de Vida, orquestrada nas ruas
pela batida dos corações de mais de 60 mil pessoas, movidas por uma atitude de pleno
amor.
Em todas as suas edições, a Caminhada da Fraternidade simbolizou um desfile de
cidadania, que além de recursos financeiros para a manutenção dos diversos serviços,
programas e projetos de nossa ASA, fortalecem o compromisso ético e a opção
preferencial, intransferíveis, pela Vida, expresso do começo ao fim da Caminhada. Isso
nos motivou a ousar e partilhar, contribuindo com ações de outras entidades,
reconhecidamente sérias, que como nós optaram por levar aqueles que sofrem, vida e
vida em abundância.